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barulho do desejo silenciado
“Abri no capítulo doze e meu olhar foi atraído pela frase ‘Quem quiser pode me culpar’. De que estavam culpando Charlotte Brontë?, eu me perguntei. E li como Jane Eyre costumava subir no telhado enquanto a sra. Fairfax preparava geleias, e ficava olhando através dos campos até onde a vista alcançava. E então ela desejava – e era por isso que a culpavam: [...] então eu desejava um poder de visão que pudesse ultrapassar aquele limite, que alcançasse o mundo movimentado, as cida
2 de ago.2 min de leitura


atravessar-se
"E você vai atravessá-la, claro. Falo da tempestade. Dessa tempestade violenta, metafísica e simbólica. Metafísica e simbólica, mas ao mesmo tempo cortante como mil navalhas, ela rasga a carne sem piedade. Muita gente verteu sangue dentro dela, e você mesmo verterá o seu. Sangue rubro e morno. E você vai apará-lo com suas próprias mãos em concha. O seu sangue e também o de outras pessoas. E, quando a tempestade passar, na certa lhe será difícil entender como conseguiu atrave
15 de jun.1 min de leitura


mujer saliendo del psicoanalista, Remedios Varo, 1960
Há um preço em escutar a própria angústia. Às vezes, ela revela que aquilo que um dia sustentou o sujeito já não precisa continuar sendo carregado.
17 de mai.1 min de leitura
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